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terça-feira, 8 de julho de 2014

Sintomas da depressão pós parto


Os sintomas de depressão pós-parto podem surgir logo após o parto, ou até um ano após o nascimento do bebê, e geralmente incluem:
  • Tristeza constante;
  • Sentimento de culpa;
  • Baixa auto-estima;
  • Desânimo e cansaço extremo;
  • Pouco interesse pelo bebê;
  • Incapacidade para cuidar de si e do bebê;
  • Medo de ficar sozinha;
  • Falta de apetite;
  • Falta de prazer nas atividades diárias;
  • Insônia;
Nos primeiros dias e até ao primeiro mês de vida do bebê, é normal que a mulher apresente alguns destes sintomas, pois a mãe necessita de tempo para se adaptar às necessidades do bebê e às mudanças na sua vida.
Porém, quando os sintomas de depressão pós-parto se mantêm por 6 meses, ou mais, é aconselhável consultar um psiquiatra para avaliar a situação e iniciar o tratamento adequado.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sugestões para elevar a auto estima

Seja positiva

Evite todo e qualquer pensamento negativo, cada vez que identificar um pensamento negativo substitua imediatamente por um positivo. Somente uma postura positiva e otimista é capaz de trazer bem-estar físico e mental.

- Enfrente suas sombras

Reconheça seu lado ruim, negativo e faça uma análise do que deseja mudar em você e na sua vida e procure melhorar. Comece mudando sua maneira de se tratar, sendo mais amorosa com você como seria com alguém que ama.

- Evite as comparações 

Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.

- Reconheça seu valor 

Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi tratada, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitada ou maltratada, seja por quem for.

- Não espere que os outros mudem para ser mais feliz. A mais importante mudança é aquela que acontece dentro de você!

- Enfrente o medo

É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesma está baseada na consequência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.

- Evite relacionamentos negativos e/ou pessoas críticas

Receber críticas negativas é pior do que não receber qualquer atenção. Se você convive com alguém que sempre te faz se sentir sem valor algum, afaste-se dessa pessoa.

- Identifique suas necessidades 

O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar. Seja responsável por suas próprias necessidades.

- Aprenda com os erros

E com a experiência passada, mas não fique se punindo por ter errado, nem lamentando e muito menos se acomode nas situações. Mude o que deseja!

- Valorize sempre suas conquistas e celebre cada uma delas!

Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas.

- Invista em você

Faça uma lista de coisas boas que pode fazer por você! E faça todo dia uma delas. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

- Contato com a natureza
Quando possível, tenha contato com a natureza, ande descalça na terra ou na areia para repor as energias.

- Escreva um diário e desabafe tudo nas páginas em branco. Isso ajuda a organizar a mente.

- Aprenda a aceitar elogios! E também se faça muitos!

- Busque seus sonhos! Pense onde os deixou e vá em busca deles. A cada vitória sua autoconfiança cresce e se fortalece.

- Respeite seus limites: aprenda a dizer não sem culpas!

- Não queira mudar as pessoas, mas você pode mudar sua reação diante do que te fazem. “As situações não são nada, nossa atitude diante delas é tudo.”

- Seja flexível! A rigidez é boa na pedra, não no homem, a ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

- Respeite sempre seus sentimentos: seja coerente entre o que pensa, sente e age.
Corpo

Se não está contente com seu corpo, mude alguns hábitos, pois se fizer tudo como sempre fez obterá os mesmos resultados.

- Identifique suas qualidades e não só os defeitos. Pare de se criticar!

- Não se culpe: não julgue situações passadas com valores do presente. Perdoe-se!

- Ouça a intuição, pois aumenta a autoconfiança.

- Mantenha o diálogo interno, ou seja, converse muito consigo mesma.

- Acredite que merece ser amada e é especial.

- Ame-se muito!

- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.

- E acredite acima de tudo em você, isso faz toda a diferença!

- Comece tudo isso hoje!




Psicose puerperal

Também chamada de psicose pós parto é um exemplo de transtorno psicótico não especificado que ocorre na mulher que teve um bebê recentemente.
Esta síndrome é geralmente caracterizada por depressão materna, delírios e pensamentos de machucar a si mesmo e ao bebê.
Tanto a ideação suicida quanto a homicida devem ser cautelosamente monitoradas. Embora raras, algumas mães têm cometido tais atos. Os dados mais robustos sugerem uma estreita relação entre psicose pós-parto e transtornos do humor, particularmente transtorno bipolar e depressão maior.
A incidência de psicose puerperal é de 1 a 2 por 1000 nascimentos. De 50 a 60% das mulheres acometidas tiveram seu primeiro filho  e aproximadamente 50% dos casos envolvem partos sem complicação Peri-natal.
50% das mulheres afetadas têm uma história familiar de transtorno do humor.
As evidências estatísticas indicam que um episodio de psicose puerperal é essencialmente um episódio de transtorno do humor, geralmente bipolar, mas  podendo também ser  um transtorno depressivo maior (unipolar). 
Dois terços  das pacientes têm um segundo episódio de transtorno do humor no ano seguinte ao nascimento do bebê.
O processo do parto pode ser melhor visto como um stress não específico que causa o desenvolvimento de um episodio depressivo maior do humor, talvez devido a alterações hormonais.
Os sintomas de psicose puerperal podem se iniciar em dias após o parto, embora a média de inicio seja em 2 a 3 semanas e quase sempre dentro de 8 semanas após o parto.
Tipicamente, as pacientes começam a se tornar cansadas, com insônia irritadas, podendo apresentar choro fácil e labilidade emocional.
Mais tarde, de modo insidioso, idéias confusas, incoerência do pensamento, estados de irracionalidade  e pensamentos obsessivos sobre a saúde do bebê podem aparecer. O delírio pode envolver a idéia de que o bebê está morto ou doente.
As pacientes podem negar o nascimento  do neném e expressar pensamentos de não serem casadas, de serem virgens, perseguidas, influenciadas ou perversas. Alucinações com conteúdo similar podem envolver vozes, dizendo à paciente para matar ao bebê e a si mesma. Ordens para não se mexer , parar ou caminhar (vozes de comando) são comuns.
O início da psicose com sintomas floridos é geralmente precedido de sinais prodrômicos(antecipatórios ) como insônia, irritabilidade, agitação psicomotora, labilidade emocional e déficits cognitivos moderados (principalmente de memória).
Uma vez desencadeada a psicose, a paciente pode ficar perigosa para si ou para o recém-nascido, dependendo do conteúdo de seu sistema delirante e grau de agitação.
Em um estudo 5% das pacientes cometem suicídio e 4% cometem infanticídio. Um bom prognóstico está relacionado com um bom funcionamento pré-mórbido e suporte familiar.
Gestações subseqüentes estão associadascom risco aumentado de novos episódios, em mais de 50% dos casos.
Como em toda psicose, devem ser descartadas outras causas orgânicas: hipotiroidismo, Cushing, psicose induzida por farmacos (pentazocine-talwin- medicação para dor) ou antidepressivos durante a gravidez. Outras causas são: infecções, toxemia e neoplasia – de psicose orgânica.
A psicose puerperal é uma emergência psiquiátrica. Medicação anti-psicótica e Carbonato de Litio, geralmente combinados com um antidepressivo são as medicações de escolha.
Poucos medicamentos deve ser prescritos a mulheres amamentatndo. Pacientes suicidas podem requerer transferência para uma unidade psiquiátrica para prevenção de suicídio.
As mães geralmente melhoram com o contato com a criança, se assim o desejarem, mas as visitas devem ser supervisionadas de perto, especialmente se a mãe já falou em machucar a criança.
A Psicoterapia é indicada depois do período agudo de psicose e a terapia é geralmente  direcionada para ajudar a paciente a aceitar a maternidade e suas mudanças.
Mudanças de fatores ambientais também são fundamentais como aumento do suporte pelo marido e outros familiares. A maioria dos estudos mostra altas taxas de recorrência da doença.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Homens também podem ter DPP

Transtorno é mais comum em pais de primeira viagem. Saiba avaliar os sintomas

A tristeza paterna, que dá as caras logo depois que o bebê nasce, tem nome e sigla. Trata-se da depressão pós-parto, ou DPP, como preferem chamar os especialistas. Muita gente não sabe, mas essa vilã, que acomete 15 em cada 100 mulheres, também tira o sono dos homens. Pior: ela manda embora a disposição, o apetite, o prazer e a alegria de ser pai.

É claro que esse mal não aparece à toa. “Tudo começa depois do nascimento da criança, quando o casal está se adaptando a um novo ritmo de vida e enfrentando os desafios de ver a família crescer”, afirma João Bortoletti Filho, ginecologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. É essa a fase em que várias perguntas passam pela cabeça dos homens: será que vou ser um bom pai? Como educar meu filho? Será que ele vai gostar de mim? “Esse tipo de preocupação pode dar um empurrãozinho para o estresse e a ansiedade”, diz o médico. E estresse, ansiedade, inseguranças, medos... Quando tudo isso foge ao controle, a depressão pode entrar em cena.

A DPP é mais comum entre os pais de primeira viagem ou que não estavam preparados a chegada de um bebê. “As mudanças trazidas pela paternidade têm um impacto maior para esses homens”, observa Florence Kerr-Corrêia, professora de psiquiatria da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. Assim, os especialistas aconselham que os candidatos a papai acompanhem, ao lado da mulher, cada etapa da gravidez. “É na rotina de exames do pré-natal, nas conversas com médicos e outros pais que eles, sem perceber, vão se preparar para o que vem pela frente”, lembra.

Há ainda o caso de homens que sofrem do problema depois que as mulheres apresentam a depressão pós-parto. Mas, calma lá, não é a melancolia delas que contagia o companheiro. “Acontece que, de uma hora para outra, ele passa a ser cobrado ainda mais, porque precisa cuidar da mulher que passa por uma situação delicada. Sem contar o bebê, que passa a exigir atenção redobrada”, conta Marco Antônio Brasil, chefe do serviço de psicologia e psiquiatria do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro. Essa sobrecarga, segundo o especialista, leva a um efeito dominó pra lá de negativo, que pode culminar na depressão.

Para os homens com DPP, vale a mesma orientação dada às mulheres: conversar com um especialista ao perceber os sintomas. O tratamento depende do grau do problema e pode incluir ou não o uso de medicamentos. Nem sempre o diagnóstico, no entanto, será depressão. “Às vezes, pode ser uma tristeza passageira ou a sensação de que ele foi deixado de lado pela mulher, que é só cuidados com o recém-nascido”, diz Florence. Nesse caso, o recomendado é abrir o jogo com a companheira e, depois, arregaçar as mangas – trocar fraldas, dar banho, brincar com o bebê. Em outras palavras, curtir, de coração aberto, a grande aventura de ser pai e dar um “xô!” na melancolia.
O que posso fazer por mim mesma?

Tente manter uma alimentação saudável. Caso não tenha apetite, procure fazer pequenas refeições regularmente -- o café da manhã é especialmente importante. Consuma alimentos ricos em energia, como pães, cereais, macarrão e arroz, além de muitas frutas e verduras. Não há nada de errado em comer chocolate, se este for o seu desejo, mas só não exagere na dose. 

Descanse bastante. Durma, se conseguir, ou simplesmente relaxe. Se alguém puder cuidar do bebê para você, aproveite para tirar uma soneca durante o dia ou escolha uma boa leitura e curta alguns momentos de preguiça. 

Não seja dura consigo mesma. Você está doente e precisa de tempo e espaço para se recuperar. Não se sobrecarregue de tarefas domésticas que não sejam urgentes e adie as "grandes" decisões por enquanto. Permita-se alguns mimos e, aos poucos, você sentirá a diferença.

http://brasil.babycenter.com/a2100162/depress%C3%A3o-p%C3%B3s-parto#section5#ixzz36KwK6PA5
Tratamento para a Depressão pós parto

Remédios 
Existem certos remédios que realmente podem ajudar num quadro de depressão pós-parto. Muitas pessoas acreditam erroneamente que antidepressivos provoquem dependência, o que não é verdade. O principal problema de tais remédios é que muita gente não os toma da maneira correta. 

Esse tipo de tratamento exige disciplina com horários e costuma levar algumas semanas para fazer efeito. Não desista por achar que ele não está melhorando em nada sua situação. Lembre-se de que demora um pouco para que seu corpo se adapte à medicação, e tenha em mente que às vezes a dose ou o tipo do remédio precisam de ajustes conforme a reação do organismo. Não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico antes, mesmo se achar que já está melhor, porque a depressão pode voltar de repente. 

Também não se preocupe se estiver amamentando, já que há no mercado remédios compatíveis com o aleitamento materno. 

Terapia 
Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser. 

http://brasil.babycenter.com/a2100162/depress%C3%A3o-p%C3%B3s-parto#section5#ixzz36Ku8atpD



O que é a Depressão pós parto e seus sintomas

Mais da metade das mamães depois do parto, entre o segundo e quarto dia, sentem-se mais sensíveis e cansadas, com uma tristeza sem motivo, choro fácil, irritabilidade e um sentimento de incapacidade de cuidar do filho, da casa e do marido. São sintomas que não interferem nas atividades e tarefas do dia-a-dia da mamãe e no seu relacionamento com as outras pessoas.
Diante daquela “coisinha” desconhecida a mamãe fica preocupada por não saber o que o bebê quer. Mamãe e bebê se conhecem pouco nos primeiros dias e isso gera angústia e apreensão.
É uma depressão leve conhecida como “Blues post partum”. Pode durar poucos dias até 4 ou 5 semanas. Não requer uso de medicação e a mulher melhora espontaneamente com apoio familiar e sem intervenção médica ou psicológica. O melhor é que as mamães conversem sobre o que estão sentindo, sem se sentirem culpadas por estarem tristes.
São mínimas as possibilidades de uma depressão leve evoluir para uma depressão pós-parto mais grave. A depressão pós-parto propriamente dita inicia-se até o sexto mês após o parto e com sintomas mais severos. Atinge por volta de 15% das mulheres.
A mamãe sente uma tristeza muito grande de caráter prolongado, sentimento de culpa, com baixa auto estima e perda de sentido para a vida. Muitas vezes se acha incapaz de cuidar do seu bebê e passa a ter dificuldades de amamentá-lo e suprir suas necessidades básicas, não sendo capaz de cuidar dela própria também. Pode, em casos mais graves, tentar o suicídio, abandonar o bebê ou mesmo tentar matá-lo.
Sintomas - Alguns sintomas físicos podem ser observados como alterações gastrointestinais, intestino preso ou solto, boca ressecada, dores de cabeça, insônia, alterações de apetite e perda do interesse por sexo. É uma doença incapacitante que só se resolve com uso de medicações antidepressivas e com acompanhamento psiquiátrico e psicológico.
Não há como saber se uma mulher terá ou não depressão pós-parto. Algumas mulheres merecem maior atenção, como as que já tiveram algum tipo de depressão, que na gravidez anterior apresentaram depressão pós-parto, que não desejavam a gravidez ou passaram por momentos difíceis durante a gestação e podem colocar a culpa nos bebês.
Pré-Natal - Como sempre, o pré-natal é sinônimo de gravidez tranqüila. Saiba por quê. A prevenção da depressão pós-parto é possibilitar uma gravidez tranqüila e uma mãe segura. Para tanto, a mamãe precisa de um bom pré-natal onde possa tirar suas dúvidas, ter orientações e realmente ter a certeza que está tudo bem com ela e com seu bebê, apoio familiar, principalmente do marido e um planejamento para a gravidez e pós-parto evitando ansiedade, cansaço e sentimento de culpa e incapacidade.
Geralmente, as mulheres não percebem que estão em depressão e que precisam de ajuda. A atenção da família aos sintomas da depressão é fundamental para relatar ao médico da mamãe o que está acontecendo e quais os sintomas que ela apresenta.
A mamãe pode ajudar a reduzir os sintomas da depressão. Diminuir o ritmo e dar um tempo para se ajustar à nova vida. Como conseguir isso? Pedindo ajuda nos afazeres domésticos e nos cuidados com o bebê, conversar com amigos e familiares para redução das visitas, voltar aos poucos a fazer tudo o que fazia antes do bebê nascer que lhe trazia prazer, descansar sempre que possível e fazer exercícios como caminhar.
Como já foi dito, a mamãe sozinha não consegue melhorar, precisará de acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Se estiver amamentando e remédios forem receitados, converse com o médico. Pediatras normalmente suspendem a amamentação quando a mulher faz uso de antidepressivos, pois a medicação passa para o leite materno podendo trazer prejuízos para o bebê.
Outra ajuda essencial na recuperação da mulher é o apoio familiar. A mulher precisa da presença do marido para se sentir amada e compreendida, para que a ajude nos cuidados com o filho e que cuide dela também. Muitas vezes o marido não sabe como ajudar e, para evitar ver o sofrimento da mulher, sai de perto achando que ficando sozinha a mulher irá melhorar.
A mamãe deve se sentir acolhida pela família e saber que pode contar sempre com a atenção de todos. Depressão não é frescura ou coisa de menina mimada. É uma doença séria que requer cuidados médicos, psicológicos e familiar.
Dicas para vencer a DPP

Primeiramente tenha fé em Deus, sem ele não conseguimos
Procure orientação médica, é fundamental para sua recuperação
Aceite o tratamento, relutei muito mas acabei aceitando que precisava dos medicamentos
Vá sem falta às seções de psicoterapia, é essencial
Releve seus defeitos, como todo ser humano você tem, exalte suas qualidades
Não se culpe ou culpe os outros, ninguém tem culpa de você ter adquirido essa doença
Não deixe o lazer de lado, faça coisas que você gosta de fazer
Faça alguma atividade física, pode ser até um passeio com o bebê no carrinho
Não fique se culpando por ter perdido os primeiros meses do seu filho, você terá muito tempo pra curtir o seu bebê
Não deixe o seu orgulho prevalecer, aceite ajuda de todos, por mais independente você seja, ajuda pra cuidar do bebê, da casa são sempre bem vindas

Meu depoimento

Estavamos casados a 2 anos, planejamos a gravidez mas por iniciativa do meu marido, eu queria mas tinha muito medo. Quando descobri a gravidez a primeira coisa que pensei foi na responsabilidade de ser mãe, tive muito medo, mas com algumas semanas já comecei a gostar da ideia. Minha gravidez foi tranquila, estava muito feliz, e muito ansiosa pensando no nascimento. Ainda lembro da primeira ultrasson, chorei ao ouvir o coraçãozinho dele, estavamos muito felizes, eu, meu marido e minha família. Sempre fui muito ansiosa e na gravidez não foi diferente, fazia ultrassons todos os meses pra saber como meu bebê estava, e graças a Deus ele sempre estava bem. Cismei que queria parto normal, queria porque queria, mas infelizmente não deu, meu bebê com 39 semanas já pesava 4 quilos, e meu obstetra alertou que se eu insistisse no parto normal ele poderia deslocar o ombrinho, foi só então que desisti. Chegou o dia do nascimento, e eu estava mais feliz do que nunca, nem estava com medo da cirurgia, estava super tranquila. A primeira vez que vi meu bebê foi um momento mágico, ele era lindo. Pesquisei muito sobre a amamentação, vi que era o melhor para o bebê. No primeiro mês foi super tranquilo, porém eu não tinha muito leite e tive que recorrer ao leite industrializado, foi mais uma tristeza na minha vida, toda vida que ia dar a mamadeira chorava, me sentia a pior mãe do mundo, pra mim eu só seria uma boa mãe se amamentasse, hoje sei que ser uma boa mãe vai muito além disso. Mas na época não aceitava e continuei insistindo na amamentação junto com a fórmula infantil. Sabia que tinha alguma coisa errada comigo, eu chorava bastante, e não sentia a alegria de ser mãe como pensei que seria, me sentia feia, triste a pior mãe do mundo, mas não dizia a ninguém, tinha medo de rejeição, tenho um marido excelente, um filho maravilhoso, não tinha motivo pra ficar triste, mas estava. Comecei a ter muito medo de meu bebê morrer, achava que ele ia morrer a qualquer momento, até que um dia, quando meu bebê estava com 3 meses, tive uma psicose gritava que meu filho estava morto, foi então que meu marido me levou para uma clinica e aí diagnosticaram como psicose pós parto, é uma doença que atinge cerca de 5 em cada mil mulheres, e é muito mais grave que a depressão pós parto, comecei o tratamento com psiquiatra e psicoterapia, só que não aceitava o tratamento, não aceitava estar me tratando com uma psiquiatra então comecei a reduzir a medicação, pressionava meu marido a falar com a médica, e quando ele falava que eu estava bem ela dizia que podia reduzir a medicação, fui reduzindo aos poucos até que fiquei tomando só um remédio. Foi então que infelizmente tive uma nova crise, gritava que era Deus que eu tinha que salvar o meu filho. Na minha cabeça meu filho era Jesus Cristo, e que quando as pessoas descobrissem iam matar ele, não confiava nem em minha mãe e nem em meu marido, mas não dizia isso a ninguém. passei dias e dias com isso na cabeça, até que Deus tirou esses pensamentos da minha cabeça. Nos auges das crises eu queria me matar, quando passava a crise não queria, não sei o porquê disso, nunca tentei só pensava e graças a Deus não cometi suicídio. Retomei a medicação, e estou em tratamento a 9 meses. Aceitei o tratamento, vou tomar medicamento o tempo que for necessário, faço psicoterapia, e hoje graças a Deus estou bem. Só agora com o meu bebê com 1 ano estou vivendo a maternidade com muito amor, nunca tive vontade de machucar meu bebê (isso acontece em alguns casos), mas eu era muito infeliz com a maternidade. Mas hoje sou realizada com meu filho, não consigo imaginar minha vida sem ele, primeiramente agradeço a Deus por ter me dado forças pra vencer essa fase tão difícil na minha vida. Tirei algumas lições disso tudo, hoje dou mais valor à vida, a minha família, aos pequenos momentos do dia-a-dia e pouco a pouco vou me livrando desse pesadelo que é a DPP.